Eram ali dois corpos, duas mentes pensantes, duas formas de ver a vida, mas um só amor. Ali não era somente o sexo que os mantinham unidos, eram as risadas, o gosto musical, a forma como ele a irritava quando após sair do banho largava a toalha molhada sobre a cama. Mas era o jeito que ele sorria para se desculpar que a encantava e fazia com ela ficasse com vontade de tascar-lhe um beijo, como aquele lá do dia 21 de maio que nunca mais saiu da memória dela.
Beijo que a fez perder o chão e ar. Aquele foi o primeiro de muitos, aquele que a fez acreditar no amor novamente, após sentir seu coração palpitar e suas pernas tremerem. Beijo que ela sempre sonhou em ter...Só não imaginava que seria melhor, que viria acompanhado de carinho, lealdade, broncas necessárias, risadas fora de hora e muito desejo. Aí, quando ela se deu conta um simples beijo já era amor e ela não podia mais evitar. Aliás, nem queria, menina corajosa que sempre foi bateu no peito e pensou "Tô dentro!".



