Ei, você! É você mesmo! Quanto tempo! Quase nem te reconheci mais...Mas quando olhei no fundo dos teus olhos e vi aquele brilho que já tinha visto por muitas vezes me recordei na hora! Assim, como me lembrei de tantas memórias vividas. Me lembrei do início, do meio e do fim, todos com total precisão; se não me falha a memória.
Lembrei-me daquela tarde onde foram trocadas meia dúzia de palavras...Por muitas vezes o silêncio insistia em permanecer, mas o esforço para encontrar algo para dizer era maior. O que após insistentes tentativas deu certo! Assim, começa a desenvolver a história - Logo de início um ponto em comum era o gosto musical, o que por sua vez sempre se tornava o assunto principal das rápidas conversas, que com o passar do tempo se estenderam para assuntos rotineiros bem como a mais sérios.
Passavam assim a conhecer uma a outra. E o que eu via? Via uma pessoa de fé, apaixonada por animais, autoritária, sonhadora, insegura, mas que era dona de uma personalidade forte, que continha seus próprios ideais. Deste modo, logo se identificaram, mesmo cada uma possuindo suas especificidades, mesmo não tendo quase nada em comum eram iguais. Claro, como nada é perfeito sempre discordavam uma da outra, mas nunca deixavam de sonhar juntas. Assim, foram as diferenças que as fizeram crescer e aprender uma com a outra. Foi nos altos e baixos que elas se ajudaram, também foi neles que elas brigaram e sorriram, foi neles que de certo modo elas aprenderam a viver.
Construíram sonhos juntas e realizara uma porção deles, indo a um show em uma cidade grande ou quase tocando as nuvens. Tiveram alguns porres, o que lhes rendeu boas histórias para contar aos netos.
Enfim, se conheciam o suficiente para acreditar que nenhuma seria capaz de magoar a outra.
Enfim, se conheciam o suficiente para acreditar que nenhuma seria capaz de magoar a outra.
Mas aí, vem o fim, assim como tudo na vida...Voltaram a trocar meia dúzia de palavras e deixaram que o silêncio prevalecesse.

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